Método
Ler o fluxo
O preço é o resultado. O fluxo é a causa.
Todo dia, instituições movimentam volumes que nenhuma pessoa física alcança — fundos, tesourarias, estrangeiro. Esse dinheiro deixa rastro: no volume, nos derivativos, no posicionamento, na estrutura a termo. Ler fluxo é seguir esse rastro e perguntar: quem precisa comprar? Quem precisa vender? O que o preço ainda não mostrou?
Não é bola de cristal. É leitura de corrente. O navegador que conhece a corrente não adivinha o mar — mas também não fica à deriva nele.
O processo, passo a passo
- 01
Mapeio o posicionamento
Quem está de que lado, em que tamanho e com que instrumento. Opções e futuros revelam intenção antes de o preço reagir.
- 02
Confronto com o consenso
Se a narrativa dominante e o posicionamento real discordam, existe assimetria. É ali que a leitura vira tese.
- 03
Abro a conta
Cada premissa fica visível, com número. Se você discordar de uma delas, sabe exatamente onde a nossa leitura se separa.
- 04
Registro e revisito
A tese fica publicada, com data. Na sexta, no Week Recap, eu volto: o que aconteceu, o que eu acertei e o que eu errei.

Princípios
Quatro regras que não mudam
- Dado antes de opinião. Se eu não consigo mostrar, eu não afirmo.
- Conta aberta. A premissa fica à vista para ser contestada.
- Erro publicado. Revisão faz parte do método, não é exceção.
- Risco sempre nomeado. Toda tese tem um lado que pode dar errado — e ele é dito.
Veja o método em uma análise real.
Todas as análises ficam públicas, com data e com a conta aberta.